É muito comum empresas me procurarem pedindo reavaliação do risco de crédito após um aumento de faturamento.
A lógica, à primeira vista, parece simples: se a empresa cresceu, o crédito deveria acompanhar.
Mas não é assim que a análise funciona. Faturamento, isoladamente, não sustenta uma revisão de risco.
O banco não olha o crescimento de forma isolada. Ele olha o que sustenta esse crescimento dentro do conjunto de indicadores.
- Como esse faturamento foi gerado?
- Com qual nível de alavancagem?
- Com quais margens?
- Com quais distorções (ou sem elas)?
Na prática, o que vemos são empresas que cresceram, mas esse crescimento não se sustenta quando analisado junto com os demais indicadores. E é aí que o crédito não acompanha.
Porque a análise não responde ao quanto a empresa faturou. Ela responde ao que está por trás desse faturamento — e se os números, como um todo, sustentam essa evolução.

