Gargalos técnicos raramente aparecem de repente.

Na maioria das vezes, eles são consequência de decisões tomadas meses antes — depois da última avaliação de crédito.

A empresa é aprovada, inicia o empreendimento e segue operando como se o limite fosse permanente.

Mas o GERIC não é uma fotografia. Ele é um filme.

Enquanto a obra acontece, a empresa continua sendo lida pelo banco: balancetes, desempenho, estrutura de capital, utilização dos limites e coerência dos números.

Decisões tomadas durante a execução impactam a próxima análise.

Por isso muitas incorporadoras se surpreendem ao buscar novo financiamento e descobrir que o limite mudou — mesmo sem nenhum problema aparente na obra.

O crédito não trava apenas por risco do empreendimento. Ele trava quando a trajetória da empresa deixa de sustentar crescimento contínuo.

Crédito de hoje constrói — ou reduz — o crédito de amanhã.