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No último dia 25 tive o prazer de receber alguns empresários da Construção Civil para um bate-papo sobre a situação do PMCMV, em evento realizado no Hotel Intercity Curitiba.  Diante de tantas notícias veiculadas pela mídia, entrevistas em eventos e comentários de profissionais envolvidos no tema,  foi muito importante esclarecer sobre as reais necessidades e dificuldades de cada  uma das faixas do programa  e seus impactos para as Construtoras.

Claro, que gostaria de ter levado alguma “solução mágica”, mas ela não existe, pois como temos acompanhando o processo é influenciado por uma série de variáveis que independem do empresário. Porém, como empresário, é  fundamental, não só entender o momento econômico, mas sobretudo olhar a sua empresa  pelos olhos de uma Instituição Financeira, sendo ela ou não operadora dos programas do governo. Como disse o Presidente da CAIXA, Pedro Guimarães, referindo-se ao PMCMV, em entrevista publicada no site da ABECIP no dia 22/05:”O programa é uma política do Estado, a CAIXA é um banco do Estado. Só que  eu sou o banco do Excel. Eu não faço coisa que seja ruim matematicamente para a CAIXA”.

A única certeza que tenho é que sempre vai valer a pena observar com atenção os sinais  do mercado e buscar alternativas para diversificar as fontes de financiamentos para  produção dos empreendimentos, preparando sua empresa para atuar em cenários de incerteza.

Na verdade, o que é isto? E por que se avalia o risco de crédito de uma empresa? O que é rating?

Estas são perguntas que frequentemente ouvimos.

Vamos começar por entender o que é o crédito.

A palavra crédito tem vários significados, dependo do contexto que estivermos tratando.

Sob a ótica de finanças, que é o nosso foco aqui, o crédito nada mais é que um instrumento de política financeira utilizado tanto pelas empresas na venda a prazo de seus produtos ou por uma Instituição financeira, na concessão de empréstimo, financiamento ou fiança.

Assim, ao conceder crédito, estamos transferindo a posse de um bem para outra pessoa, no caso das empresas um produto, no caso dos Bancos, recursos financeiros, mediante um compromisso de pagamento futuro.

Neste aspecto, considerando que existe um certo período de tempo entre a posse do ativo e seu respectivo pagamento, é necessário existir uma relação de confiança entre as partes envolvidas no negócio, de que tanto os bens, quanto o dinheiro serão entregues na data e valor previamente combinados.

Dada a importância do crédito no processo produtivo e econômico de uma nação, uma vez  que viabiliza recursos para o crescimento e desenvolvimento econômico , estudar a capacidade de pagamento dos tomadores torna-se primordial à manutenção da saúde financeira da economia, visto que apesar de seu efeito positivo, o crédito em escalas elevadas, em descompasso com a capacidade de pagamento, poderá levar uma empresa à quebra ou um indivíduo à insolvência, condição que em larga quantidade poderá comprometer um sistema.

Dessa forma, para proteger o sistema bancário e os cidadãos, as nações, por intermédio de seus bancos centrais ou agências regulatórias, estabelecem uma série de regulações que devem ser seguidas por todas as Instituições Financeiras (IF) de sua jurisdição.

A regulação estabelecida afeta fortemente a atitude de Instituições Financeiras em relação à assunção de riscos e frequentemente, dita sua política de crédito.

O princípio fundamental da política de crédito é a orientação das decisões de crédito, observando-se os objetivos estabelecidos pela empresa, as regras governamentais e a capacidade de aplicação e captação de recursos, compreendendo ainda, a definição de taxas de juros, prazos, garantias e nível de risco de cada operação.

Em 21 de Dezembro de 1999, visando padronizar a provisão para devedores duvidosos (provisão para perdas) das operações de crédito das Instituições Financeiras, com a finalidade de dar maior transparência e segurança ao Sistema Financeiro Nacional, o Banco Central do Brasil, por meio da Resolução nº 2682, determinou que as Instituições Financeiras classificassem suas operações de crédito em nove níveis de risco:

Níveis de risco

Conceito de risco Percentual de provisionamento (%)

I

AA

0

II

A

0,5

1

B

1

IV

C

3

V

D

10

VI

E

30

VII

F

50

VIII

G

70

IX

H

100

 

Assim, ao se conceder um crédito seja para pessoa física ou jurídica, toda Instituição Financeira terá de classificar o nível de risco e de acordo com o risco atribuído a operação, reconhecer em seus demonstrativos a possibilidade de perda (provisionamento) daquele crédito, conforme percentual acima definido.

Observa-se, dessa forma, que quanto maior o risco da operação, maior será a provisão para devedores duvidosos, podendo chegar a 100% do valor da operação no maior nível de risco.

O nível de risco máximo que cada Instituição Financeira aceita nas suas operações dependerá das diretrizes estabelecidas na sua política de crédito, sendo tal risco variável ao longo do tempo, conforme as condições econômicas e seu apetite de risco.

No próximo post vamos falar dos aspectos observados pelos bancos no processo de avaliação de risco das empresas e das operações.

Não percam!

Em setembro tive a oportunidade de compartilhar conhecimento com profissionais incríveis nas Turmas de Ponta Grossa (Hubup Coworking) e Curitiba (Nex Coworking). Só tenho a agradecer a confiança e os retornos positivos recebidos. A satisfação de cada momento em sala só reafirma que ensinar me faz feliz! Confira a opinião dos participantes que responderam nossa pesquisa!

https://lnkd.in/erGV3nf

https://lnkd.in/eNi4aae

Hoje é um dia especial para nós que sonhamos com o momento de trabalharmos juntas na área que tanto gostamos: Análise de Risco de Crédito Corporativo. Quem diria hein? Nós  temos um site, blog e tudo mais que pudermos inventar.

Nos aposentamos recentemente, por opção, mas sem a menor possibilidade de ficarmos sem fazer nada. Nossa mente é  inquieta e não aceitaria com tranquilidade uma jornada de dolce far niente e, talvez por isso,  tivemos um curtíssimo período sabático.

Estamos felizes em poder, com sigilo e integridade, dividir todo o conhecimento e  experiência adquirida, através da Assessoria e de Treinamentos, nos juntando a muitos profissionais que acreditam nos mesmos valores que conduzem a nossa forma de atuação.

Felizes porque nós gostamos da ideia de ajudar  as pessoas a potencializar habilidades e conhecimentos, possibilitando a gestão financeira mais efetiva do seu negócio, pois ao longo da nossa carreira percebemos quanto isso é importante para o crescimento das organizações e como faz diferença na hora de captar recursos junto a bancos e investidores.

O cenário de recessão vivenciado no Brasil nos últimos dois anos, com forte impacto no dia a dia das empresas e das pessoas, visto o fechamento de várias companhias, o aumento substancial do desemprego, a redução da capacidade de investimento do governo, exige de todos nós um revisão da nossa atuação. Seja na condição de empresário ou de empregado.

O que a sua empresa fez ou está fazendo para manter-se competitiva? Qual a visão que o mercado tem da sua empresa?  O que a contabilidade mostra da saúde financeira da empresa? Qual a importância da contabilidade como um instrumento de gestão? Os balanços apresentados para análise de risco em uma Instituição Financeira retratam com realidade o desempenho econômico financeiro da sua empresa? Como sua empresa tem financiado as necessidades de capital de giro? Sua empresa tem um programa de desenvolvimento dos gestores? E dos empregados?

Estas e outras tantas perguntas devem ser constantemente revisitadas. Nós precisamos conhecer as regras do jogo se quisermos continuar no mercado e neste sentido as empresas e os profissionais precisam buscar continuo desenvolvimento, de forma a dar sustentabilidade ao seu negócio e/ou sua empregabilidade.

Assim, propomo-nos a  compartilhar conhecimento através de treinamentos para profissionais da área financeira ou não, empresários, gestores, que queiram entender melhor o mundo  de Ativos e Passivos, Lucros e Fluxos e os mistérios do capital de giro.

Faça um contato conosco e poderemos formatar um produto do tamanho da sua empresa, na medida da sua necessidade.

Gláucia e Susana